Abr 27 2007
Da objectiva consegue-se, quando se quer: o carro a entrar na garagem do outro; O outro a: click (controlo remoto) e porta tecnológica a levantar.
Sentado na minha janela um homem vê coisas a sua volta:
-vê o carro pela garagem dentro; (ouve o segundo click)
-vê luzes nas janelas dos Tugas
-ouviu: “Tugas dançam mais do que pensam..”
-vê festejos natalícios nas janelas dos outros.
E sente frio (esse oposto do quente): do quente que consome a vermelha vela no chão. No chão dele que é mais frio do que o tecto: a garagem.
(a esta hora ele já dentro de casa; cumprimentando os dois com duas bofas à mãe. Assim do nada, há gajos assim.
Também há homem de: “Dá-me uma palavra”): - Quente.
Criar quente quando as mãos dele doem.
Os dedos doem ao entrarem em contacto com o teclado: mas o Sam das colunas tem dessas coisas: cria resistências nas pessoas: no homem.
(agora aos abraços com ela, no rosto dela. Trocando palavras mansas e francas com ela.)
Ela que agora fala com homem.
E ela assim:
(“Quando eu era mais novo havia uma coisa muito bonita que era a sedução”): proezas do Sam.
Ele aqui com frio e ela contando as suas pobrezas conjugais: matrimoniais (essa rima foi forte, yá!)
- que ele não mais me deseja, mesmo gostando de mim (segundo ele); não me toca com a sua mão esquerda.
Com a sua mão fria; na minha mão fria no teclado.
-a mão dele que não toca em mais ninguém, homem. Sinto que não, embora ele profetize o contrário.
Sei que ele e a mão esquerda dele continuam francas
(com a mão direita: click; e a porta tecnologica da garagem a descer)
Escadas acima: Patrícia e a Muála aos beijos nele; no hispânico bigode dele.
E eu que sempre soube que seria ele dessa vez: invés do habitual beijo no pescoço: grande bófa na cara.
(Não, tem de ser mesmo à mangurra: grande bófa da cara).
Assim do nada? (coisa que só homem crente nas palavras, como eu, atirou assim à vítima da bófa)
-a mão dele que não toca em mais ninguém, homem. Sinto que não, embora ele profetize o contrário.
- nessa noite fria de hoje ( e borrifo-me para as figuras sem estilo) tentarei aninhar-me, mais uma vez, nele, só com um propósito: quero que ele me toque com a mão esquerda dele.
(mais genialidades do Sam: coisas sonoras do Beats volume I)
Click no comando remoto: comando que só funciona janela fora: carro fora: quente de dentro fora; noves fora; tudo fora.
Click: mão esquerda no (click): e a porta…
Escadas acima: Patrícia e a Muala aos beijos nele; no hispânico…
(mão fora: comando fora: frio fora: Tejo à vista: comando, mais uma vez fora: frio na mão esquerda)
-ele não me toca com a esquerda mão: nem com nada.
(Beijos à Patrícia e à Muala)
Click: mão direita no (click): e a porta a subir: a mão dele também a subir.
Click: mão direita no (click): e a porta a subir: a mão em cima…
(eu no sofá)
A mão lá em cima e depois… (como explicar? Hum…) - (plágio no raciocínio)
A mão lá em cima e depois queda-me sobre a cara uma bófa.
Bófa da minha cara:
1,5 kg mais gravidade; menos atrito do ar; ( não subdivido nada sobre o quadrado da distância nenhuma)
(Bófa da minha cara)
Eu homem de mim com mais frio em mim e sem perspectivas do quente: a cama aqui a meio passo; O Sam … (grandes beats).
Ela que foi como veio: sem sequer me contar o início da bófa dela. Ou seja:
Como se haviam conhecido; como é que pensava queima-lo despejando azeite à 200 graus da face dele: fritá-lo na cara. “mesmo que não venha conseguir”: ela que me conte, que invente: porque eu estou a tremer de frio.
(à magurra: fritar o gajo na cara)
1,5 kg mais gravidade; menos atrito do ar; (não subdivido nada sobre o quadrado de distância nenhuma)
distância nenhuma: e pouca ao mesmo tempo.
Essa que mais me apercebo quando: eu aninho-me à ele (sei que ele gosta de mim: muito de mim)
E nem sinal da mão esquerda dele: ele não me toca, homem. Nem com a mão esquerda e gostando de mim: não me vai tocando.
(Qualquer dia, digo-te: dir-te-ei qualquer dia: 200 graus a fritar a pele dele) só pela mão esquerda.
Eu aninho-me nele à ele: nas noites como essa: fria: assim: vestida (eu sempre vestida); aninho-me nele. E ele à mim também.
Mas, oh homem: nem sinal com a mão esquerda nem nada?
Ele cola-se à mim.
Mão direita dele na minha cara: grande bófa: reconheço.
E a esquerda?
Nada, nem sinal da esquerda.
Nem sinal do esquerdo.
(o que só vem com kolmi’s)
Click madrugador.
Do esquerdo aqui ao meu lado: colado à mim: aninhado.
(em casa dele, certo), mas porra: porque não com a mão esquerda?
Porque não o revólver do guarda-fato: e click.
Porque não o terceiro click?
Porque não: eu ouvir o terceiro e último click: e eu ali ensanguentada com um tiro na bófa da cara.
(o que só vem com kolmi’s) e eu que só entre-abro a porta (“Patrícia e Muala: no quarto brincando)
madrugadores e silenciosos clicks: segundo e primeiro.
(porque não ao terceiro): e eu aqui ensanguentada no meu sangue.
De olhos abertos para eles três: Patrícia petrificada e Muála calada e séria.
E não é que levas a mão à cabeça: cabeça com sangue: meu sangue, sangue do meu sangue.
O revólver quente: quem me dera , agora, poder aninhar-me ao revólver.







